Com a Irene fora do jogo eu e o Marco começamos a ficar sem preocupações. Um dia ele pegou o carro do Tales emprestado e foi me buscar no colégio. Fomos pra casa dele, que morava só. Lá fumamos um baseado e começamos a nos agarrar (ainda na sala). “Ah, como eu sonhei com isso.” Disse ele desabotoando minha blusa. Ele tirou tão rápido que achei que eu tava pegando fogo. Mas colocou a mão por baixo da minha saia e tirou minha calcinha lentamente.
“Você é mais gostosa do que eu pensava.” Disse beijando meu pescoço. “E com essa saia me deixa louco!” Me levou pro quarto e tirou a roupa. Como era gostoso! Do tipo que quando a gente olha sente formigando lá em baixo. Que faz a gente ter pensamentos pervertidos. E como sabia usar as mãos! E a boca! Mexia o quadril do mesmo jeito que olhava: cafajeste. Daqueles que sabem que você quer mais, mas querem ouvir você pedindo.
Quando me dei conta era quase dez da noite. Passamos mais de cinco horas na casa dele. Bebendo, fumando e transando. Saímos de lá e demos uma passada na Blitzkrieg, pro Marco entregar o carro do Tales. Conversamos um pouco com o pessoal e depois eles foram me deixar em casa.
O Marco começou a me pegar no colégio quase todo dia. Ou no treino de vôlei. Ou na academia de dança. Passávamos a tarde na casa dele e a noite íamos nos juntar ao pessoal. Criamos certa intimidade. Eu podia, por exemplo, pedir que ele comprasse meus absorventes que ele ia sem medo. Eu já tinha roupas e escova de dente na casa dele. O que começou a gerar comentários sobre um possível namoro. Mas não nos considerávamos namorados.
Mas depois de um tempo a gente começou a se encontrar cada vez menos. Ele tinha entrado no batalhão de choque, começou a andar menos no mundo underground. Geralmente ele colocava e tirava a farda no próprio batalhão. Mas um dia deram uma carona pra ele. Eu tava fumando um sozinha no quintal do Blitzkrieg quando ele chegou por trás e me deu um susto. Tirou a boina e disse: “É, vou ter que parar com essa vida.” Pegou o beck da minha mão e fumou seu último baseado.
Assim que apagou me agarrou. Nos beijamos e ele tirou o casaco camuflado e a blusa da farda. Trancou o portão que dava acesso ao quintal e me colocou sentada em cima de uma pia que tinha lá. Rasgou facilmente minha blusa dos Raimundos e tirou minha calça sem nem abrir o zíper. Mas tirou cuidadosamente minha calcinha. “Essa eu vou guardar de lembrança.” Disse sorrindo e colocando a calcinha do Patolino no bolso.
Eu coloquei novamente a boina na cabeça dele: “Dá mais tesão assim.” Disse em seu ouvido. Ele me abraçou tão forte que achei que fosse me quebrar ao meio. Fez a cara de cafajeste que só ele sabia fazer e começou a mexer o quadril vagarosamente. Ele sabia que isso me deixava louca, e que eu acabava pedindo pra ele acelerar.
Ele sentou numa cadeira e me fez sentar em seu colo, de frente pra ele. “Você é muito linda, sabia? E fica ainda mais com essa luz.” Disse acariciando meu rosto. A luz era a lua gigantesca no céu. Ele me abraçou forte de novo. Envolveu minha cintura com os braços e colou o corpo no meu. Meu corpo começou a se movimentar involuntariamente.
Nosso balanço ficou mais agitado, ele gemia mais alto que eu. Na verdade eu não conseguia fazer nenhum som, só abraçá-lo com todas as minhas forças. Ele me beijou e mordeu meu lábio de leve enquanto seu corpo tinha espasmos. Foi então que um choque gelado percorreu minha coluna fazendo com que eu me debatesse.
Fiquei um tempo ali mesmo, aninhada em seu peito. Ele me abraçando e olhando pra lua. Eu quebrei o silêncio: “Porque seu nome é Marco, e não Marcos?” Ele respondeu lindo e simples: “Porque eu não sou dois.” Depois deu uma tapa forte na minha bunda e disse: “Desde a primeira vez que eu te vi sabia que você era gostosa assim.” E deu uma gargalhada.
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