domingo, 28 de março de 2010

Good Romance

Numa balada conheci um professor de geografia chamado Leandro, estávamos num barzinho e ele me ofereceu um drinque. Começamos a conversar e quando eu disse que ainda estava no ensino médio ele ficou surpreso. “Achei que você tivesse uns 19 anos.” “Não, fiz dezessete a dois meses.” Notei que ele ficou apreensivo, mas continuou conversando numa boa. Quando saíamos do bar ele disse: “Queria muito que você fosse maior, mas não posso.” “Qual o problema?” “Você é louca? Se pegam a gente...” “Então vamos não ser pegos.” E entrei no carro dele.

Leandro era muito carinhoso. Quando chegamos ao apartamento ele colocou uma música suave, abriu um vinho e ficamos conversando e nos beijando no sofá. E só. Ele não tentou nada mais afoito. Umas três da manhã foi me deixar em casa mesmo eu assegurando que não teria problema se eu dormisse lá. Mas ele era um cavalheiro. Me deixou em casa e esperou até que eu subisse e ligasse avisando que estava tudo bem.

Começamos a nos encontrar com certa freqüência. Ele me pegava depois da dança (porque ficava perto da escola onde ele ensinava) e íamos ao cinema, jantar ou ver uma peça de teatro. Acabávamos sempre dando uns amassos (comportadíssimos) no sofá. Mas um dia eu quis mais. Estávamos nos beijando no sofá e eu fui, delicadamente, subindo a mão pelas suas coxas. Ele percebeu minha manobra e foi tentar tirar minha mão de lá. Eu disse: “Porque você não relaxa?” E coloquei sua mão no meu seio.

Fui tirando a blusa dele vagarosamente. Depois desabotoei a calça e tirei minha blusa. Só então ele me agarrou de verdade. Parece que foi tomado de um desejo repentino. Meu sutiã voou longe, assim como minha calcinha. Ele sentou no sofá e me colocou em seu colo. Olhou nos olhos e disse: “Você me enlouquece, sabia?” Segurou meus cabelos e beijou meu pescoço. Enquanto a outra mão deslizava entre minhas costas, meus seios e minhas coxas.

Eu gemia alto no ouvido dele e isso o deixava louco, porque ele me agarrava cada vez mais forte. Ficou em pé comigo agarrada em sua cintura, caminhou até a mesa e me sentou nela. Acabamos juntos. Suados e tremendo. Ele me abraçou e disse: “Você me tira do sério.” Fomos tomar uma ducha. Namoramos um pouquinho mais. E sempre que eu começava terminávamos assim, tendo o segundo round no chuveiro.

Quando ele começava fazíamos amor como Romeu e Julieta, demorado, carinhoso e delicado. Não que isso fosse ruim. Mas quando não muda o disco vai cansando um pouco. E ele era do tipo que serve pra casar. Me enchia de mimos e gentilezas. Me dava flores e chocolates, que eu adorava. Ele era também bem mais velho que eu. Tinha 32 anos. Queria alguém pra namorar sério. E eu queria curtição. Fui sincera com ele.

Claro que ainda nos divertimos várias vezes. Mas notei que foi ficando realmente muito sério quando ele quis me apresentar aos pais. Foi então que eu terminei. Disse que o adorava, que ele era (muito muito) muito gostoso e que sentiria sua falta. Mas nossas intenções eram completamente diferentes e eu não queria mentir nem falsear. Ele entendeu. Às vezes sonho com ele e sempre acordo extremamente feliz, se é que você me entende.

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