domingo, 28 de fevereiro de 2010

What happens in Vegas stays in Vegas

Outra amiga do colégio, Rochelle, oferecia um famoso brunch a cada dois meses. Geralmente no domingo. Ela e a mãe eram voluntárias numa creche e faziam esse brunch como um evento beneficente. As crianças faziam artesanatos e as peças eram leiloadas.

Eu fazia umas duas ou três pequenas aquisições, porque era de bom tom, e depois ia participar das conversas ao redor da piscina. Geralmente os adultos falavam de negócios e ações, e eu aproveitava pra aprender como mexer nas minhas. Mas de vez em quando a conversa voltava-se para os clássicos literários ou algum assunto que estava na mídia, me dando a oportunidade de mostrar o quanto eu era versátil.

Os homens pareciam se interessar pelo ponto de vista de uma jovem. “Uma mudança de olhar muda completamente o modo como compreendemos certas coisas.” Disse um dos maiores cavalheiros que conheci. O Sr. Ângelo tinha por volta de cinqüenta anos e era bem alto, mas tinha um corpo saudável e atlético. Ele não possuía nenhum dos vícios urbanos. Pelo contrario, passava a maior parte do tempo em sua fazenda, levando uma vida rural. Não bebia (tomava os drinques protocolares), fumava um charuto por dia (após o jantar), não jogava e não cometia a indiscrição de ter amantes. Amava sua esposa e era sempre bem claro a respeito, havia ela e somente ela em sua vida.

Mas seu amigo de infância Edson, por outro lado, gostava dos prazeres efêmeros da vida. Ele era o pai da Rochelle. E todos nós sabíamos que seu casamento era apenas uma fachada, um casamento arranjado por assim dizer. Casaram-se simplesmente porque depois de uma noite de aventura a moça engravidou, o que podiam fazer?

Depois de mais um desses enfadonhos leilões estávamos conversando sobre alguma trivialidade quando o Sr. Edson me perguntou se eu sabia jogar sinuca. Respondi que era péssima, mas que aceitaria uma aula se ele quisesse me dar. É claro que o flerte estava no ar. Na verdade já flertávamos há algum tempo. Apenas quem fosse muito atencioso, como o Sr. Ângelo, notaria que além das palavras inocentes havia olhares maliciosos sendo trocados.

Entramos discretamente na sala de jogos, e enquanto explicava as regras de sinuca me ensinava como segurar direito o taco. Depois passou a mão na minha cintura e desceu pra minha coxa. Por fim me colocou sentada sobre a mesa verde. Abriu minhas pernas e se colocou ali, me beijando. Quis rasgar meu vestido, mas não o deixei. “Como você espera que eu saia?” aceitou abrir pacientemente cada botão, quanto ao resto foi fácil, calcinha jogada no chão e zíper aberto.

Escutávamos, ao longe, o som dos outros convidados. E a chance de sermos pegos a qualquer momento aumentava mais a excitação. O proibido sempre foi mais gostoso. Ele agarrava meus cabelos e usava a outra mão acariciar outros pontos erógenos do meu corpo. Isso me fazia estremecer, como se tivesse tendo pequenos espasmos.

Ele teve que tapar minha boca pra que eu não fizesse um escândalo. Homens mais velhos já sabem o mapa do corpo feminino decorado, fica muito mais fácil pra eles nos trazer ao descontrole. Depois de uma breve perda total de forças saímos discretos como entramos. Nunca mais nos encontramos ou tocamos no assunto. O que aconteceu ali, ali ficou.

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