Depois que agente dá o primeiro beijo não quer mais parar de beijar, especialmente se seu primeiro foi delicioso. Enquanto o “bad boy” estava fora da jogada eu, juntamente com as minhas amigas, não perdi tempo.
Nós íamos para pequenas reuniões de amigos (tá eram festas), e lá ficávamos com os gatinhos. Eu era que menos beijava, já que os da minha idade eram baixinhos demais pra mim. Foi só quando uma amiga ganhou o coração de um rapaz de 16 que eu tive algum lucro.
Eu tinha 13 quase 14, e ficava com os carinhas de 17,18. Além de alta eu era também madura pra minha idade (meus tempos de tremedeira tinham passado). Eu esperava todos na minha casa irem dormir, e como meu quarto era na antiga garagem ficava distante do resto dos quartos, de modo que eu podia sair sem ser vista. O portão foi transformado em janela, e eu saía por lá.
Na maioria das vezes a gente ia pra casa de alguém, que morava só ou cujos pais não estavam em casa. Como já tínhamos o costume de beber e fumar, não fazíamos feio na frente dos “mais velhos”. É claro que uma das minhas amigas sempre dizia algo imbecil que denunciava a idade, mas no geral éramos consideradas “da turma”. E não me incluí porque meu dom é mimese, sempre fui boa em observar e reproduzir comportamentos, linguagens e posturas (o que me ajudou muito tempos depois quando fui atriz).
Às vezes, pra aliviar a consciência, eu não pulava a janela, dizia que ia dormir na casa de uma das amigas. Eu tinha três amigas nessa época. E como só uma tinha telefone em casa (a do som com CD), ficava mais difícil pras mães localizarem a gente. Uma dizia que ia dormir na casa da outra fazendo uma teia. Nunca deu errado.
Também íamos a luais, morávamos relativamente perto da praia e alguns meninos tinham carro. Passávamos a madrugada na praia, alguém tocava um violão (geralmente o Roberth (ele também tem historia própria)), e bebíamos vinho. Alguns fumavam maconha, mas eu nunca tive vergonha de dizer que não fumava. Ninguém parecia se importar com isso.
Nessas festas pratiquei meu beijo. Os meninos sempre diziam que eu beijava bem, e não queriam parar. Eu era também a única que não me preocupava com o que estavam pensando de mim, me divertia também, sendo assim mais “liberal” que as outras. Só gostava de umas mãos bobas aqui e acolá. Mas só de carinhas com quem já tinha ficado outras vezes.
Daí o “bad boy” voltou e só tive olhos pra ele de novo. Não que tivesse me aquietado, mas comecei a andar mais na turma barra pesada dele. Bem barra pesada. Não era só bebida e maconha. Era pó, crack, mesclado (cigarro de maconha com cocaína), haxixe e sei lá mais o que. Não era minha praia. Não era a minha praia mesmo.
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