Primeiro é bom que você já tenha algum conhecimento do estilo de vida “bad ass”. Sim, é bem mais que uma atitude ou um rótulo, é um estilo de vida. Vejo todos os dias homens e mulheres tentando ser “bad ass”. Todos os rock star por exemplo. Alguns conseguem, outros não. Exemplo: James Hetfield vocalista do Metallica é um “bad ass”, o Axl Rose do Guns N Roses tenta. Porque “bad ass” não tem frescura, num tem birrinha.
Primeiro passo é: Se lixar pro que pensam de você, um “bad ass” vaidoso não dura muito. “Bad ass” não segue moda, inventa moda. E sempre tem seguidores. Outra, seguir seu próprio gosto, claro que primeiro você tem que aprender o que bom gosto. E aqui há uma questão polêmica. Gosto não se discute... discordo. O bom gosto não se discute. O resto é sim conversa. E como se atinge o bom gosto? Simples: autenticidade. Todos os “bad ass” são autênticos, sem discussão.
Dois: Ouça os mais velhos, Coco Chanel dizia o menos é mais. Os mais velhos tem mais a oferecer do que se imagina. Eu aprendi mais escutando os mais velhos do que na escola. Seja contestador. Antes de seguir as regras saiba qual é o intuito delas, pra que servem. Algumas regras são ótimas. “É proibido matar” é uma delas. E tem mais, um “bad ass” que se preza é bem informado, “bad ass” não fala bobagem, tem opiniões bem formuladas. Pode ate ser polêmico, mas defenda seu ponto de vista com coerência. “Bad ass” de verdade não resolve as coisas na porrada, resolve no verbo. Também não tenha medo de ousar, de errar e de pagar mico. Aprender a rir de você mesmo é crucial. Uma imagem descolada é melhor que uma sisuda.
Três: ensinar o ouvido a ouvir música que presta. Não falo de rock especificamente, falo no geral, escutar as letras, sentir a melodia e aí segue alguns nomes que com certeza não pode faltar na lista de um “bad ass”: Janis Joplin, Led Zeppelin, Cartola, Metallica, Lenine, Gabriel “O Pensador”, Raul Seixas, Gonzaguinha e Chico Buarque. Começa por aí, mas um “bad ass” sempre vai além.
Porque eu to escrevendo tudo isso? Porque comecei meu treinamento pra “bad ass” com treze, e ate hoje, com (25), sou considerada uma das mais “bad ass” da turma. Alguns hábitos eu já larguei, conservei outros e criei mais alguns. E é isso, “bad ass” se recicla. Se renova, se reinventa, mas mantêm o estilo. Sabe quando você assiste a um filme do Tim Burton, e você sabe que é dele, ninguém te disse, você não viu a descrição, mas você reconhece o estilo? É mais ou menos por aí. Encontre a sua maneira de fazer as coisas, em vez de copiar a dos outros.
Nada na minha eu fiz porque alguém me disse que deveria. Fiz porque queria, porque tava com vontade. Quando quebrei a cara, juntei meus caquinhos. Mas sempre vivi com o coração livre, com minha consciência tranqüila de que EU fiz minhas escolhas, e não deixei essa responsabilidade na mão de mais ninguém.
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