quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Backstreet Girl... Como todas as outras

Bom, aqui vai a história de como me tornei uma fã dos Backstreet Boys, especialmente do A.J. McLean. É muito estranho que uma roqueira tivesse interesse por uma boy band. Mas aconteceu. Eu escutei Gabriel “O Pensador” a primeira vez com oito anos, e adorei, e o pior (ou melhor) é que entendia o que ele tava dizendo, não era só um rec repete, cantava “Lôra burra” e sabia que era um tipo de garota sem personalidade que não se dava muito valor.

Um dia aos nove encontrei uma fita de uma mulher que cantava muito doido (descobri aos 12 que a “mulher” era o Robert Plant e que aquela banda se chamava Led Zeppelin), escutava Legião Urbana, o Rappa, Titãs, Paralamas, Mutantes (meu pai me iniciou), Offspring e Beatles (esse foi o vô). Além disso, escutava outros sons de qualidade, Cartola, Gonzaguinha, Gonzagão (o Luiz), Elis Regina e por aí vai.

Nessa época, por volta de 1998, som com CD era raridade, a gente escutava K-7, eu tinha uma amiga que era rica, portanto a única com um som de respeito, a gente (eu e as outras amigas) ia pra casa dela com o CD que a gente queria gravar (alugado) e as fitas virgens e ficávamos nisso a tarde toda. Um dia, durante a “preparação” pra gravar o próximo ela colocou um CD pra tocar, nem me liguei de nada até a 5° música tocar: “Ei, que musica é essa?” perguntei “É Backstreet Boys.” “Sério?” e fiquei escutando a música. Quando terminou eu pedi: “Coloca de novo.” Ela colocou. “Quem é esse que tá cantando agora?” “É o A.J.” “Ele tem uma voz massa!” e ela me mostrou a foto dele. Nossa que gato. “Coloca essa música na minha fita.” Entre Metallica e Raimundos. A música era “10.000 promises”.

Depois disso cada vez mais eu escutava as músicas deles, ate que um dia ela me disse que tava montando um grupo de dança cover dos Bsb, e queria que eu dançasse (eu fazia jazz e balé desde os oito) e eu fui. Pronto, fiquei fã. Claro que eu era fã do A.J., ele que era o talento e a voz daquele grupo. Ate hoje acho que ele era o melhor cantor e dançarino, os outros repetiam passos, o A.J. dançava. E nós dançávamos igual. Eles usavam umas calças folgadonas, mas ninguém conseguia achar pra comprar.

Meu tio, irmão da minha mãe tinha chegado do exército, e eu claro roubei uma dele. Ele era bem alto e forte (ele era o mais alto da família com 1,90m) e em mim elas ficavam sambando. Perfeito. Comecei a roubar outras e lancei o visual “calças folgadas” no meu interior, é claro que no resto do mundo todo mundo usava uma, mas no meu interior ninguém sabia que elas existiam. Não demorou duas semanas, umas meninas sem estilo estavam me imitando.

E foi com esse estilo que comecei (sem intenção) a propagar minha fama “Bad Ass”. Mas isso é outra história.

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