terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A primeira vez... Dói pra caramba

Apesar dos beijos apaixonados e do fato de quase sempre ficarmos quando nos víamos eu e o Roberth não nos considerávamos namorados. Era uma relação aberta e hormonal. A gente ficava quando dava vontade, mas quando um tinha vontade de ficar com outra pessoa não tinha problema. Ele até ficou com a Lena numa festa.

Um dia escutei um gato insistente na minha janela, fui olhar e advinha quem era, o Roberth, abri a janela e ele entrou. “Tava com saudade, faz dias que não te vejo.” “E to treinando muito e tendo ensaio pro recital do fim do ano.” Ele me beijou. Ficava completamente perdida quando ele me beijava, ele tinha uma força sobre mim que eu não conseguia lutar contra. Ficava impulsiva e instintiva.

Vagarosamente ele foi me levando pra cama, só percebi quando cheguei lá. Tirou a camisa e a blusa do meu baby-doll. Nos deitamos, ele tirou meu short e minha calcinha, foi beijando meus seios e descendo suavemente pra minha barriga. Apesar de ter as mãos grandes ele abriu minhas pernas delicadamente, voltou a beijar minhas coxas ate que me fez sentir como nunca havia me sentido antes, uma perda total de raciocínio. Era uma mistura de quente e frio, dor e prazer. Eu arfava, meu corpo se contraía sem me obedecer, a mão forte subiu pelo meu ventre ate meu seio e minha garganta começou a fazer grunhidos irreconhecíveis pra mim.

Experimentei o que é insanidade, toquei no céu límpido e estrelado, enquanto um calafrio fervente e elétrico percorreu minha coluna, estava molhada se suor, mas meu corpo estava frio, por fim com um gemido vibrante caí sem forças na cama. Ele voltou, deitou-se ao meu lado, suado também. Me beijou a fronte. Eu fechei os olhos e dormi. Quando acordei no meio da noite ele já tinha ido.

Na vez seguinte em que nossas carícias foram mais intensas eu retribuí o carinho. Foi a minha vez de fazê-lo passear fora do corpo e perder os sentidos. Estávamos na casa do Conrado preparando uma festa, o dono da casa saiu deixando nós dois sós por alguns minutos. Aproveitamos pra dar uns amassos. Estávamos na cozinha, eu sentada na pia, ele em pé na minha frente. Notei, quando os beijos ficaram mais ardentes, algo intumescido entre as minhas pernas. Aproveitei a chance. Me ajoelhei ali mesmo, abri seu cinto e me surpreendi com o que vi. Grandioso. É a única palavra que vem à cabeça. Pelo tamanho, pela beleza e pela potência. Você não quer realmente que eu descreva o que eu fiz, quer? Só direi que ele teve que se apoiar na pia pra não cair, e que gemeu tão alto quanto eu. Satisfeito?

Depois de um mês nessas novas brincadeiras resolvemos ir ate o fim. O gato miou do lado de fora, eu abri a janela e ele entrou mais lindo que nunca. Tinha vindo de uma festa então estava bem arrumado. Não tinha bebido e ainda tava cheiroso. Começamos a nos beijar assim que ele entrou, sem dizer nada. Já fomos nos deitando e tirando a roupa. Ele ficou por cima de mim, colocou a camisinha e perguntou: “Você tem certeza?” “Nunca tive dúvida”.

Que negócio pra doer! Não sei se pela enormidade da coisa, ou se dói com todo mundo. Sempre que eu dizia um ai ele tirava, tentando colocar mais devagar da próxima vez. Sempre me beijando e perguntando “Tá doendo?”. Depois que ele conseguiu colocar todo (ainda não sei como) começou a ficar bom. Não era ainda uma maravilha, mas era gostoso. E com ele gemendo no meu ouvido então. Ah, o gemido era de matar.

Dormimos abraçados e acordamos com minha mãe batendo na porta. Ele se jogou no chão milésimos antes dela abrir a porta. “Vai se atrasar pro treino.” “To indo” ela fechou a porta e saiu. Depois disso começamos a rir. Ele entrou pela minha janela pelo menos duas vezes na semana, até que eu me mudei. Mas nunca contei isso pra ninguém, nem pras minhas amigas.

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