Estava o clube dos cinco (vou falar da nossa turma assim daqui em diante) relaxando na praia. Pegando sol, botando os pés na areia, tomando água de coco. Quando de repente vejo um antigo amante correndo na praia. Era Alex, meu ex-professor de Literatura. Corri até ele e me joguei em suas costas, caímos bolando no chão. Ainda na areia olhou pra mim confuso, quando percebeu que era eu me deu um longo beijo.
Conversamos muito o resto do dia. Ele me contou o que fez pela Alemanha e eu contei o que tinha feito por aqui. Notei que os AA ficavam meio enciumados quando ele me beijava, mas não houve nenhum problema. Marcamos de nos encontrar anoite no Magu-Sh. Quando eu disse que o Átila trabalhava lá, e que bebíamos e jogávamos sinuca de graça, ele quis conhecer.
Dançamos, bebemos, beijamos e ele me levou pro novo apartamento dele. Chegamos lá por volta das duas da manhã. “Melhor assim, que você não tem mais hora pra chegar em casa.” Pegou uma garrafa de vinho e duas taças. Me entregou dizendo: “Você tá mais linda que antes.” Colocou uma música suave pra tocar e começou a tirar a blusa. Sentou no sofá e pediu que eu fizesse um strip-tease.
Fui tirando as botas bem devagar, levantei um pouco a saia, mas baixei rapidamente deixando que ficasse curioso. Comecei a dançar, desabotoando minha blusa. Deixei que caísse no chão. Ele se ajeitou no sofá quando viu meu sutiã. Me chamou mais pra perto. Subi na mesinha de centro. Comecei a subir a saia novamente, e ele começou a desabotoar a calça. Tirei a calcinha por baixo da saia e joguei pra ele. De um pulo me agarrou e caímos no chão.
Arrancou meu sutiã com tanto desespero que achei que ia rasgar. Do mesmo jeito puxou minha saia. Nem abriu o zíper. Notei que estávamos quase na varanda, e que se alguém dos apartamentos em frente desse uma espiadinha pela janela veria a gente. Comecei a desejar que isso acontecesse. Ele sentou na mesinha e me colocou ajoelhada na sua frente. Segurou meu cabelo e ficou me observando, gemendo alto.
Depois derrubou com fúria as revistas e porta retratos da mesinha, me colocando sobre ela. Acariciei seus cabelos com avidez. Tentei me controlar ao máximo pra não fazer barulho, mas foi impossível porque sua língua mexia com maestria. Ele sorria cada vez que eu gemia alto. Depois puxou meu corpo de encontro ao seu. A mesinha ficava na altura perfeita, parecia planejada pra ação que apoiava.
Foi um momento de pura paixão. De desejo ardente que tira o juízo, que descontrola. Alex me pegou nos braços e levou pro chuveiro. Tomamos um longo e relaxante banho. Vesti uma de suas blusas e fui fumar um cigarro na varanda. O dia amanhecia e dava um tom ainda mais especial à noite. Ele trouxe uma xícara com café e ficamos conversando por um bom tempo.
Foi me deixar em casa com o sol a pino. Parou a moto em frente ao meu prédio e me deu um longo beijo. Depois disse: “Temos platéia.” Olhei pra cima, André e Átila olhavam da varanda. “Eles são só cuidadosos, nada demais.” “É bom, tem alguém cuidando de você. Fico tranqüilo.” Demos mais um beijo e ele foi embora. Assim que entrei Átila perguntou sorrindo: “A noite foi boa?” “Foi maravilhosa.” E fui dormir. Acordei com o sol se pondo.
Nos vimos mais algumas vezes nas baladas. Às vezes dávamos uns beijinhos e uns amassos, mas nada amais. Geralmente um de nós já estava com alguém. Mas continuamos muito amigos. Amigos de ligar no aniversário (e botar os babados em dia), de mandar presente de Natal e de conversar no MSN. Um dos poucos amigos, sem contar o clube dos cinco, que ainda tenho daquela época.
Um comentário:
O interessante que isso ocorre com certe frequência com muita gente. É interessante a forma de descrever ações sem precisar escrevê-las. Dá um requinte maior ao texto.
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