Assim que as aulas começaram Eric ficou amigo de uma colega de sala chamada Isabel. Ela começou a aparecer muito no apartamento dele pra estudar e fazer trabalhos e notei o quanto eu a achava bonita. André também. Ele inclusive quis ficar com ela numa festa, mas descobrimos que ela não ficava com meninos. E Eric disse que ela tava afim de mim. Eu já tinha beijado a Michele, mas tinha sido de brincadeira. Mas ficar com uma menina com interesse mesmo nunca cogitei.
Depois que soube que ela tava a fim de mim fiquei pensado nisso o tempo todo. Não conseguia tirar a menina da cabeça. Então tivemos uma calourada. Festa onde os veteranos dão as boas vindas aos novos estudantes. E foi um lual na praia. Ela estava absolutamente deslumbrante. Com um vestido branco e coroa de flores que acentuava os cachos ruivos. Parecia uma ninfa. Aquilo me deixou caidinha e falei pra Eric que estava a fim dela. Ele tratou de juntar dois mais dois.
Nos afastamos um pouco pra conversar. Ela disse que me achava linda e que era afim de mim desde que me viu a primeira vez. Confessei que nunca tinha ficado com uma menina. Mas isso não me impediu de beijá-la. As meninas são mais carinhosas, pelo menos as femininas, as caminhoneiras nunca me despertaram nenhum sentimento romântico. E me sentia bem com ela.
Começamos a nos encontrar mais vezes. Ela vinha pro meu apartamento e ficávamos nos agarrando no sofá. Eu comecei a ter o desejo de acariciá-la, de beijar seu corpo inteiro. Aos poucos algumas peças de roupa eram atiradas no chão e mãos cada vez mais bobas apareciam. Migramos pro quarto. Lá ficávamos sem roupa nenhuma. Nesses assuntos Isabel era mais experiente que eu, mas eu não fazia feio.
Mas tudo quase chegou ao fim quando sem querer vi Átila tomando banho. Fiquei sem café e fui ao apartamento deles pegar um pouco. Era pra estar vazio, os dois trabalhavam naquele horário, mas escutei o chuveiro ligado. Fui ver quem era e me deparei com Átila tomando banho. A espuma descia maliciosa pelas suas costas e fiquei hipnotizada com a cena. Percebi que sentia falta de um braço forte me pegando. Do cheiro masculino no meu corpo. Quando percebi me despia e beijava Átila no chuveiro. Ele foi tomado por uma selvageria momentânea e sem dizer nenhuma palavra me devorou embaixo da água.
Ainda assim não terminei com Isabel. Gostava das duas coisas. Gostava das carícias gentis e dos afagos carinhosos que ela fazia. Dos lábios cuidadosos na minha pele e das mãos finas que passeavam espevitadas pelo meu corpo. Mas gostava também das mãos grandes e desajeitadas, do corpo forte e da pegada doída que só um homem tem. Na verdade os dois se completavam. Depois do momento com Átila no chuveiro tive coragem de ir aos finalmente com Isabel, até então tínhamos ficado só nas carícias.
Pedi que Michele dormisse fora uma noite e preparei um ambiente feminino e romântico. Digno de uma ninfa. Isabel chegou linda e radiante como sempre e não consegui só observá-la. Queria colocar minhas mãos nela. Minha boca. Meu cheiro. Ali no tapete da sala me debrucei sobre seu corpo quase franzino e delicado. A voracidade de Átila ainda corria no meu corpo e a usei para satisfazê-la. Ela gemeu, gritou, ficou febril e trêmula. Depois desmoronou sem forças no chão.
Depois que adormeceu uma inquietação tomou conta do meu corpo. Levantei e enrolada no lençol fui bater na porta dos AA. André foi quem abriu. Sem pensar muito comecei a beijá-lo e fui empurrando ao quarto. Ele parecia um pouco confuso, mas não hesitante. Me jogou na cama e veio se entrelaçar no meu corpo. Senti com ele tudo o que tinha feito Isabel sentir. Me deixou no mesmo estado trêmulo e febril que ela. Dormimos esgotados.
Pela manhã conversei com os AA. Cheguei a conclusão que isso não era saudável pra ninguém. Quando cheguei em casa ela ainda dormia. Esperei que acordasse e terminei tudo. Disse que tinha adorado tudo, mas que infelizmente gostava do outro time. Tinha saudade do amor dos homens. Ela entendeu. Sabia desde o começo que pra mim era apenas uma experiência e não uma decisão. Ainda continuou amiga pelo tempo que estudou com Eric. Aos poucos seus caminhos se desencontraram. E os nossos também.
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