Por incrível que pareça nunca tinha pensado, até o dia que aconteceu, que iria ter intimidades maiores com os AA. Eu tinha por eles um sentimento profundo de amizade e carinho. E nada mais que isso. Mas aparentemente carnaval e semana santa são ótimos feriados pra se colocar esses sentimentos a prova.
No carnaval viajamos com os amigos do teatro para acampar. Havia um festival de jazz e blues numa cidade próxima. Várias pessoas da classe artística iam prestigiar e meu grupo, claro, estava lá em peso. Havia vários hotéis com espaço pra camping, que nós já conhecíamos das nossas viagens. Nós quatro estávamos juntos numa barraca de seis lugares e o camping estava lotado de barracas de gente que nesse carnaval preferiu uma programação mais cultural.
O Lucas, claro, estava lá. E eu tinha meio que uma paixão secreta por ele. Fazia uns seis meses que a gente não ficava, mas particularmente nesse carnaval ele estava gatíssimo. E eu fiquei afim dele, que não me deu a mínima. Na verdade ele estava ficando com a Tábata. Que não era nenhum pouco “bad ass”. Isso me deixou muito triste, porque eu tava realmente muito afim dele. Me vendo daquele jeito André me chamou pra conversar. Fomos andar um pouco no mato.
Já era noite, por isso passamos na barraca e pegamos um lampião. Aproveitamos pra pegar também uma garrafa de vinho. Não fomos muito longe. Sentamos encostados numa árvore e ele, depois de acender um cigarro, disse: “Não gosto de ver você sofrendo por aquele babaca. Você merece coisa melhor.” Achei lindinho. Acendemos um baseado e ficamos conversando mais um bom pedaço.
Levantamos e ficamos olhando as estrelas, de repente ele disse: “Sabia que você é a menina mais gata que eu conheço?” E virou pra mim. “Sério.” E nos beijamos. Eu sentei numa pedra que parecia cortada, de tão plana que era (e que claro tinha a altura perfeita). Ele ficou de pé. Ficamos nos beijando (e dando uns amassos) por um longo tempo. A luz do lampião deixava o rosto dele mais bonito. Comecei a tirar a blusa dele devagar, mas ele me interrompeu. Entendendo o que eu queria e olhando nos meus olhos disse: “Você tem certeza, Lu?” Respondi com o mesmo olhar: “Tenho sim.” E tirei minha blusa. Eu estava sem nada por baixo e ele ficou vermelho ao ver meus seios descobertos.
Desabotoou a calça e levantou minha saia. Mas não tirou o boné, sua marca registrada. Começou a me beijar me deitando na pedra. Ele não tinha um pelinho no peito, o que eu adorava. Era bem definido e tinha um bumbum gostoso (que eu apalpei com gosto). Fiz ele colocar todo de uma vez. Fomos rápidos porque alguém podia ver a gente, mas não deixou nenhum pouco a desejar. Pelo contrário, ele era muito gentil e carinhoso. E sabia segurar forte, do jeito que toda mulher gosta que um homem a segure. Repetimos esses encontros mais duas vezes nos dias seguintes.
Já com Átila foi na semana santa. Resolvemos ficar em casa mesmo. Na casa deles no caso. Que tinha piscina e salão de jogos. E onde iriam queimar um Judas pra toda a família ver. Éramos cerca de quarenta pessoas, comendo bacalhau, bebendo vinho e repartindo o pão. No sábado, por volta do meio dia, acordei com o barulho das pessoas em volta da piscina. Coloquei meu minúsculo biquíni e fui me juntar aos outros convidados (que ficaram babando).
Ficamos na piscina até anoitecer e finalmente queimarem o Judas. Depois todos foram embora ou dormir. A Michele e o André foram dormir também, mas eu e Átila ficamos mais um pouco. Bebendo, fumando um e conversando. Ele na piscina e eu fora. Eu me deitei numa daquelas poltronas reclináveis e acendi um cigarro normal. Ele encostou na borda da piscina disse: “Posso te dizer uma coisa? Você é garota mais linda que eu conheço.” “Há há, muito engraçado. Não acredito que o André te contou.” Ele pareceu realmente confuso. “Contou o quê?” “Ele não contou?... Nada não.” “Diz, por favor.” “Ele disse exatamente essa mesma frase no carnaval. E a gente ficou” “Que frase? Você é a garota mais linda que eu conheço?” Ele começou a rir. “Ele tem razão. E ele me contou que vocês ficaram.” Disse por fim. Mas notei que André tinha dito só isso, que não falou sobre a gente ter transado.
Átila sentou na cadeira do meu lado. Comecei a observá-lo. Ele tinha o mesmo físico de André e me perguntei como não tinha percebido antes o quanto eram gostosos. Notei que tinha uma figura bonita, o rosto e o corpo. E o fato de estar molhado aumentou meu tesão. Ele me pegou olhando pra ele. Apenas sorriu, do jeito safado que só ele sabia. Terminou de se enxugar e me pegou pela mão me levando até seu quarto. Trancou a porta e começou a me beijar. Colocou Led Zeppelin pra tocar e nos deitamos na cama.
Começamos a nos beijar e dar uns amassos comportados. Algumas mãos bobas, mas nada demais. Ele talvez achasse que seria somente isso, porque não tentou forçar nada. Depois de não sei quanto tempo fiquei mais assanhada. Com dois movimentos rápidos o top do meu biquíni tinha caído no chão. “O que você tá fazendo?” “O que você acha?” disse abrindo o velcro do short dele. “Você tem certeza, Lu?” “Tenho sim.” Disse rindo da semelhança paranormal deles dois.
Ele tirou o short e começou a beijar meu pescoço. O corpo dele tava gelado por causa da água, mas foi ficando quente rapidamente. Meu biquíni era tão pequeno e tão fino que era o mesmo que nada, eu sentia tudo. Ele desamarrou minha calcinha e foi colocando bem devagar. Estremeci. Ele começou a gemer no meu ouvido. Depois disse: “Eu tava certo, você é a menina mais linda que eu conheço.”
Adormeci com ele ali mesmo. Acordei pela manhã de um susto. A mãe deles batia freneticamente na porta perguntando por mim. Como não voltei pro quarto onde estava com a Michele acharam que eu tinha desaparecido. “Ela tá aqui. Ficou mais bêbada que o costume, acabou dormindo.” Disse sussurrando pela fresta da porta. Depois virou pra mim e disse: “Hora de abrir nossos ovos de páscoa.” Me emprestou uma roupa e fomos tomar café da manhã. E ali, naquela mesa, me senti pela primeira vez parte de uma família de verdade.
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