Acho que dá pra notar pelos textos anteriores que eu tenho uma quedinha pelos Homo Ébanus. Os negros sempre foram pra mim motivo de interesse, tanto pela cultura quanto pela beleza. Sempre os achei mais bonitos. Nayana tinha um desses irmãos deuses do ébano. Tocava percussão numa banda de pagode e era muito assediado pelas amigas das irmãs. Euzinha inclusa.
Num dos muitos sábados em que a vó de Nayana fez sua famosa feijoada percebi o quanto ele era gostoso. Tinha dormido lá na sexta anterior e ao acordar fui ao banheiro. Abri a porta ainda sonolenta e me deparei com ele tomando banho. Nossa! Não poderia ter acordado melhor. Fechei a porta rapidamente e fui para a cozinha onde o resto da turma conversava sobre a balada da noite anterior e tomava café.
Depois do banho ele veio pra cozinha e não tirava os olhos de mim. Nem eu tirava os meus dele. Michele e Átila foram os únicos que perceberam o algo a mais. Érico saiu nos deixando na cozinha. Quando Nayana saiu também, Átila perguntou: “O que tá havendo entre vocês?” “Nada, ora.” Mas Michele não acreditou: “Sei. Quem viu quem pelado?” Tentei desconversar, mas aparentemente fui ficando vermelha porque eles começaram a rir. O resto do dia seguiu com olhares e sorrisos discretos.
No domingo fomos à praia e lá ficamos até anoitecer. A família foi embora por volta das cinco, deixando os jovens curtindo o lual que começava. Érico conversou primeiro com a irmã, como se pedisse permissão. Enquanto os dois conversavam um rapaz qualquer se aproximou de mim com segundas intenções. Érico viu de longe minha falta de interesse pelo cara, se aproximou e simplesmente me beijou. Depois disse: “Desculpa cara, mas ela tá comigo.” E que sorriso lindo!
Passamos a semana conversando somente pelo telefone. Os dois trabalhando e estudando muito. Mas na sexta veio jantar no meu apartamento. Despachei Michele para dormir com Eric e me preparei (se é que você me entende) para recebê-lo. Chegou por volta das oito. Vestia-se com estilo e estava muito cheiroso. Jantamos, coloquei Willie Dixon pra tocar e ficamos conversando no sofá. De repente ele disse: “Não agüento mais.” E me agarrou.
Sentei em seu colo e tirei minha blusa. Desabotoei a dele bem devagar, assim também tirei o cinto. Deitamos no sofá e ele tirou a calça e meu short. Tinha os braços fortes que me pegavam com autoridade. Me fez virar de costas e eu apoiei as mãos no braço do sofá. Segurou meu quadril e me trouxe pra perto de si. Depois com as mãos nos meus seios puxou meu torso e senti seu peito quente nas minhas costas.
Ele dizia coisas bem cafajestes no meu ouvido. E aquilo deixava tudo mais quente. Entenda: coisas cafajestes e não vulgares. Sentou-se no sofá e eu sentei em seu colo. Ele me acariciava e ficava repetindo o quanto me achava linda e gostosa. Pediu que eu gemesse alto, que adorava me ouvir. Ele me agarrou pela cintura e ficou de pé. Mais uns minutos e me encostou na parede.
O CD recomeçava pela terceira vez quando caímos esgotados no sofá. Dali fomos tomar banho e dormimos. Quando acordei o clube já estava na sala aguardando ansiosamente meu despertar. Assim que cheguei fizeram a algazarra peculiar que sempre faziam. Nayana era a única que não estava lá. Mas não se importou que tivéssemos ficado. Deixei bem claro pra ela que o lance era físico e nada mais que isso. Ninguém tava iludido na história.
Fiquei com Érico mais algumas vezes. Um mês ou dois depois desse dia. Logo ele arrumou uma namorada ciumentíssima. Que me odiava com todas as forças, talvez (com certeza) ele comentou sobre a gente. Mas Érico entrou pra minha coleção de melhores amantes. E com nota máxima.
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