segunda-feira, 3 de maio de 2010

Strip Poker

Eric começou a namorar um dentista. Tudo começou aí. O dentista, chamado Mauro tinha casa numa serra próxima. E um feriado prolongado estava chegando. Resultado: todo mundo foi passar o feriado prolongado na casa de serra do dentista. Lá fazia frio, chegava aos 15°C, e nós tomávamos chocolate quente conversando em frente a uma lareira. O grupo era comporto por: Moi, André, Átila, Eric (óbvio), Michele, Nayana, Saulo, Mônica e João Paulo, os últimos três amigos do dentista. E claro (!) o dentista.

Saulo tratou de agarrar Michele assim que os dois ficaram a sós. João Paulo tava afim da Nayana, mas era meio morto dentro das calças. E eu sobrei mais uma vez. Mas tinha André e Átila me consolando, nenhum dos dois tava afim da Mônica que cá entre nós era uma baranga.

Então a configuração dos quartos, que eram quatro, ficou assim: No quarto maior e principal o dono da casa e seu namorado, no quarto ao lado que tinha uma cama de casal ficaram Michele e Saulo. Um andar abaixo, num quarto com duas camas de solteiro João Paulo e Mônica, e no quarto ao lado deles, com uma cama de casal e uma de solteiro o resto da gangue. Eu entre os dois irmãos na cama de casal e Nayana na cama de solteiro.

Na tarde do segundo dia, depois que passeamos pela cidade e fizemos compras, começamos a jogar poker. Mas não um poker comum. Strip Poker. Cada grupo decide como vai jogar e quais vão ser as regras. Se quem tira a roupa é quem ganha ou quem perde, se pode trocar peças de roupas por fichas e qual o valor de cada uma. No nosso tirava a roupa quem perdia e quanto maior o tamanho da peça menos ela valia.

Então o jogo começou. A princípio ninguém precisou tirar nada, ainda havia muitas fichas em jogo e poker leva tempo. Era madrugada e alguns já dormiam quando finalmente as peças começaram a ser utilizadas como trunfo. Na mesa estavam André, Átila, Mônica, eu e Mauro. Monica foi a primeira que precisou tirar as calças que custaram R$5,00. Depois foi a vez de Átila tirar a blusa: R$8,00. Mas nem vendendo todas as roupas Monica conseguiu ficar. Nesse ponto eu estava de short e sutiã, André e Mauro de cuecas e Átila nu. Mas ainda tinha fichas.

Perdi meu short e meu sutiã num flop, André perdeu a cueca no turn e Mauro saiu completamente no river. Átila virou o jogo. Agora eram os dois irmãos paranormais contra mim, a única que ainda tinha alguma peça de roupa. O que não durou muito. Duas jogadas depois eu estava sem calcinha, na terceira estava fora do jogo. Agora a batalha era entre os dois irmãos. Por cansaço Átila venceu, o dia amanhecia de mansinho quando finalmente o jogo acabou.

Ficamos ainda conversando na sala, de frente para a lareira. Os três ainda nus. Não tínhamos pressa em nos vestirmos, nós nos conhecíamos pelados. André parecia o mais cansado de nós. Talvez porque pela primeira vez em quase um ano ele podia descansar e relaxar. Alguém mencionou uma banheira de hidromassagem e André (que lembrava tudo) disse: “Ah, o Mauro falou que aqui tinha uma, a gente podia procurar.”

Levantamos os três. Saímos andando pela casa procurando a hidro. Até que enfim encontramos no segundo andar. A sala era enorme e tinha um ambiente meio rústico. Átila ligou a água, eu coloquei os sais e entramos. Ficamos ali relaxando, jogando conversa fora como três amigos.

Depois ficamos em silêncio. E quando olhei pros outros dois eles me observavam com um olhar misterioso. Átila sorria com um canto da boca e me olhava com desejo, André parecia um pouco corado e também me olhava com desejo. Eu sabia o que aquelas expressões significavam. E eu concordava com eles.

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