terça-feira, 4 de maio de 2010

Jacuzzi

Água morna, espuma e nudez: A fantasia sexual de ambos os sexos. E uma garota para dois rapazes: também a fantasia de ambos os sexos (mesmo pra quem nega). Entramos na banheira para relaxar e conversar. Acabamos num ménage. Eu e os dois irmãos paranormais pervertidos.

Átila era com certeza o mais afoito. Foi ele quem começou a coisa toda me beijando. Nós três estávamos de joelhos no meio da banheira (que era enorme), André beijava minhas costas e acariciava minhas pernas enquanto eu beijava Átila. Mas André fez algo que realmente me acendeu. Colocou a mão entre os meus cabelos e, comigo ainda de costas pra ele, me tirou dos lábios de Átila, me trazendo para os seus.

Átila beijou meu pescoço e foi descendo vagarosamente para os meus seios. Mas suas mãos brincavam espevitadas entre as minhas pernas. André me puxou, fazendo com que ficasse de frente pra ele e beijou minha barriga. Átila, que agora estava atrás de mim, segurou meu quadril e me fazendo ficar de quatro. Colocou vagarosamente me fazendo gemer.

André me beijou e sentou-se na beirada da banheira. Me deu mais um beijo e segurou meu cabelo. Sabia o que ele queria. E fiz com gosto. Usei meus lábios e minha língua como nunca. André gemeu alto, tanto que Átila disse tarado: “Ah, também quero.” Ao que André respondeu entre gemidos: “Ah, péra aí...”

Ficamos nessa configuração alguns minutos. André voltou para a água e me fez sentar em seu colo. Átila ficou em pé ao meu lado. “Quero tratamento VIP, viu?” Disse sorrindo pra mim. “Você manda.” Respondi, e fiz o tratamento VIP. E foi a vez de Átila gemer alto. André beijava meus seios e deslizava as mãos das minhas costas às minhas coxas.

Átila se ajoelhou às minhas costas, me puxou pelo cabelo para beijá-lo. Depois perguntou: “Tem certeza, Lu? Não vai doer?” Sorri. “Não é minha primeira vez. Mas coloca com cuidado.” “É, seja gentil.” Completou André. E gentilmente ele colocou. Os dois ficaram com uma cara de cuidado. André perguntou: “Tá tudo bem? Tudo certo?” Acompanhado por Átila: “Se você quiser eu paro.” “Não. Não pára.”

Viramos uma sinfonia de gemidos. Uma breve sinfonia de gemidos, porque pelo nível de tesão na banheira ainda achei que ficamos muito tempo. Incrivelmente Átila foi o primeiro. Geralmente ele terminava depois. André me beijou e me abraçou forte. Terminamos os dois juntos. Sem querer mordi seu lábio, mas ele não reclamou, pelo contrário, achou sexy.

Ainda ficamos abraçados um tempo. Nós dois tremíamos. Nos beijamos mais um pouco. Átila que já relaxava deitado disse: “Lu, você é muito louca.” André ficou calado olhando pra mim. “Que foi?” perguntei. “Te amo, Lu.” E pareceu que se arrependeu de ter dito. “Eu também te amo.” Disse Átila. Mas senti que só André falava sério. “Ah, eu também amo vocês.” Disse fingindo que não percebia como André tinha ficado um pouco estranho.

Voltamos os três ao silêncio relaxante. Átila acendeu um cigarro e provavelmente repassava tudo na memória. Ou não pensava em nada, tinha um talento natural de conseguir não pensar em nada. Mas eu e André com certeza pensávamos na mesma coisa: Naquele “Te amo, Lu.” Que saiu verdadeiro mas sem querer. Claro que não tocamos no assunto. Mas pelo resto do feriado André me pareceu diferente. Não sei se era apenas viagem da minha cabeça, mas parecia que ele evitava ficar a sós comigo.

E Átila parecia que o ajudava nessa tarefa. Tava sempre perto. Conversei com a Nayana sobre isso. Mas não contei sobre a hidromassagem, apenas perguntei se ela não achava que os dois estavam diferentes. Mas nessa altura do campeonato ela já tinha sido fisgada pelo João Paulo, só tinha cabeça pra ele. Só quando voltamos descobri o que realmente acontecia. Mas aí é outra história.

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