sexta-feira, 14 de maio de 2010

Esconde-Esconde

Previously on Lucíola – Don’t kiss and tell... Viajamos pra casa do namorado do Eric e lá na hidromassagem eu, André e Átila fizemos um ménage. Nesse dia descobri que André gostava de mim. Começamos a namorar, mas eu reencontrei o Gambit e o beijei na frente de todo mundo. André terminou o namoro e Átila ficou com ódio de mim, inclusive me jogou numa mesinha de café e eu quebrei o braço. Mas foi um acidente.

André veio me ajudar com minha pia possuída e acabamos transando no chão molhado da cozinha. Depois disse que apesar do que tinha acontecido precisava de tempo, não queria voltar ainda. Mas depois me fez uma proposta irrecusável. Arrependido Átila fez janta pra mim e lavou minha louça enquanto dizia que era, também, apaixonado por mim. E mais, me fez a mesma proposta irrecusável de André. E isso foi o que aconteceu até agora.

Tecnicamente eu estava namorando com os dois. Mas na verdade não estava namorando com nenhum. André não queria que Átila soubesse por tinha medo da decepção do irmão. Depois do eu tinha feito ele não podia se rebaixar e me querer de volta. Já Átila não queria que André soubesse por que sabia que isso iria magoar o irmão. “Meu irmão e minha namorada?” Casos de família com certeza.

Na teoria era fantástico, mas na prática a história era diferente. Quando Átila queria sair comigo, mas eu já tinha marcado com André dizia que tinha marcado com um terceiro amante chamado Thiago. Quando era ao contrário, André queria ficar comigo, mas aquele horário estava prometido a Átila, eu dizia que estava vendo um rapaz chamado Felipe. As conversas em grupo começaram a ficar realmente confusas.

Um dia estava na cozinha preparando um lanche e André me esperava na cama Átila entrou e começou a me beijar. “Eu to com companhia.” Disse a ele. “Ah, dispensa esse cara e vem ficar comigo.” “Não posso. Já tinha marcado.” Átila enfim saiu e, assim que eu fechei a porta André saiu do quarto: “Tava falando com quem?” “O Átila veio pedir café.” Eu já tava suando nessa hora.

Outra vez fui ao cinema com Átila. Antes de entrar na sala eu quis ir ao banheiro. Dei-lhe um beijo e ele foi na frente. Assim que me virei vi André na fila de costas. Não me viu, mas eu parecia uma retardada me esgueirando nas colunas e latas de lixo. Depois voltei pra sala me sentando ao lado de Átila. Cinco minutos depois adivinha quem entra na mesma sala? Eu e Átila nos escondemos e André sentou três fileiras na frente da nossa. Foi o filme mais tenso que já assisti.

Fui começando a cansar. Então resolvi aos poucos contar que estava com os dois. Primeiro disse a André. “O Átila me beijou ontem. Nós ficamos.” “Vocês... chegaram a...?” “Chegamos.” Ele ficou quieto e não falou nada. “Não fica chateado.” “Não to chateado, só to processando. Acho que ele esqueceu tudo né?” “Acho que sim.” E foi isso. Depois falei com Átila. “O André disse que queria ficar comigo, mas era só fica mesmo. Nada sério.” “Vá fundo.” “Sério? Você não se importa?” “Com ele pode.” E me beijou.

Comecei sutilmente comentar mais coisas dos dois. Que fomos ao cinema, jantar num restaurante novo, assistir uma peça ou exposição de arte. Fiquei uns três meses nesse leva e trás. Às vezes Átila comentava que tava achando meu lance com André sério. Mas eu dizia que era só impressão. Já André pressionava em dizer logo a verdade pra todo mundo, mas se isso acontecesse Átila saberia que eu tava mentindo. Não ia gostar nem um pouco.

Foi aí que notei que estava com um problema. Tava tudo muito bom, mas infelizmente tinha que acabar. E eu tinha que escolher um deles. Não queria oficializar as coisas com André porque assim perderia Átila. E dizendo tudo o que tinha acontecido nos últimos meses perderia os dois. Fui deixando a correnteza me levar. E graças ao ciúme de Michele tudo terminou da pior forma possível.

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